O que é Agile Retail?

Que o ágil é um modelo de pensamento diferenciado que está adentrando nos mais diversos segmentos isso ninguém questiona, o que muitos se perguntam é como o ágil poderá fazer mudanças em grandes industrias, como no varejo por exemplo.

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E é respondendo essa questão (especifica para o varejo, que eu me deparei em um blog que sigo e achei sensacional o conceito) vou compartilhar com você um pouquinho sobre Agile Retail, ou o popularmente (ou nem tão popular assim) Varejo Ágil.

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Ele é um modelo de varejo que foca na venda direta ao consumidor, utilizando-se de Big Data (AMO) para prever tendências, gerenciar ciclos de produção eficientes e recuperações mais rápidas em estratégias aplicadas a mercados emergentes (possibilidade de teste e validação de produtos com menor tempo de resposta do público para possíveis correções e ajustes).

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O Agile Retail já está sendo usado por grandes empresas como Amazon, Jet e Zappos, o conceito transforma os grandes varejistas de comércio eletrônico em plataformas de distribuição sob demanda, que identificam a necessidade do cliente, os conecta com outros varejistas com estruturas menores, identificando seu estoque, oferecendo ao cliente e garantindo a conexão e entrega direta a ele. Essa é a estratégia da Amazon no Brasil, repara que no site dela sempre há um “vendido por:” e o nome da loja, com isso ela não precisa mais ser a “dona” do estoque, pode ampliar sua gama de ofertas, disponibilizando quase que qualquer coisa ao seu cliente, que por sua vez não precisa mais ficar navegando entre sites, ou pesquisando melhores preços e prazos, a plataforma já faz tudo isso para você.

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Grandes varejistas como Payless, Gymboree e Victoria’s Secret já anunciaram que irão fechar lojas no mundo inteiro em 2019, e irão mirar nas estratégias voltadas ao modelo Agile Retail. E eles estão certos. Diversos entusiastas do mercado da moda argumentam que o próximo passo deste segmento é o aumento das ofertas online aos clientes. O que tem total sentido, em tempos em que a manutenção de lojas devido aos altos preços dos imóveis no mundo (eles estão voltando a subir de novo) torna inviável que uma loja esteja em todas as partes, porém o comércio online garante que qualquer pessoa no mundo que possua internet e um cartão de crédito possa ter acesso aos produtos.

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Além de tudo isso tem o lance da agilidade e validação dos produtos, houve um tempo em que se trabalhava com catálogos de moda semestrais, tendências outono inverno, primavera, verão… mas isso é passado, uma vez que o outono no Brasil é diferente de outros lugares, como atender a todos a todo o momento? Com o o modelo ágil e lean isso é possível, a indústria fica mais flexível para lançar a qualquer momento um modelo de inverno, uma vez que se o mesmo não for vendido nesta temporada em uma região, poderá facilmente ser comercializado e vendido em outra, sem a necessidade de se haver uma loja física para armazenar estes produtos.

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Fora isso, com o Big Data é possível antecipar tendências e vontades dos clientes, antes um designer trabalhava meses para lançar suas ideias em um desfile, e só depois da validação do “mercado” e mais 6 ou 12 meses de produção, as peças estariam nas prateleiras. Hoje as tendências podem ser antecipadas e rapidamente validadas através de conceitos de machine learning, IA e etc. Com isso o mercado ganha agilidade na entrega ao cliente, que não precisa mais esperar que uma linha seja lançada na passarela, pois ele (o cliente) se torna o modelo, o designer, o condutor do destino do mercado.

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É isso, espero ter te ajudado a entender melhor sobre Agile Retail. Se você trabalha com o conceito, viu algo meio estranho nesse post, ou qualquer coisa do tipo, me avisa tá? To aqui para aprender também e adoro quando interagem comigo, tento responder a todos 🙂

Forte abraço

Rubão Alves

#bigdata #agileretail #moda #lean #indústria #ágil

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