MVS – Serviço mínimo viável: o que é e por que ele deveria ser realizado antes do MVP?

As empresas amam termos e siglas, quanto mais melhor, quanto mais moderno mais disruptivo parece, e atualizar constantemente o glossário da transformação digital parece ser obrigatório para manter as empresas no rumo certo, como se cada sigla fosse um farol acendido ao longe do mar que está sendo desbravado em busca de entregas mais ágeis, contínuas e de valor.

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Mas  o quanto desse glossário realmente é utilizado como deveria? Se você está em uma grande corporação principalmente na área de projetos, com certeza deve ter se deparado com alguma situação na qual utilizou-se a sigla MVP para entrega de algo que deveria ser pequeno, rápido de se colocar no mercado e simples para experimentação com o cliente.

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Mas o que se tem são diversas dificuldades, ora por no Brasil termos que ter uma segurança da NASA para aplicações simples por conta de fraudes, ou pela complexidade organizacional das empresas que por mais que busquem um modelo de desenvolvimento de projetos que seja ágil, ainda patina quando o assunto são metas compartilhadas, tornando qualquer empreitada um verdadeiro jogo político.

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Desta forma, MVPs começam a ganhar corpo e forma depois de meses, e muitas vezes, o que era para ser uma validação de um conceito inovador perde o timming e acaba se tornando um projeto maior, agora, para poder recolocar a empresa nos trilhos e torná-la ao menos igual às suas concorrentes.

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Recentemente conheci um termo novo e me apaixonei por ele, acredito que possa ser uma forma de se ganhar espaço dentro das empresas, quanto o ambiente é extremamente político, assim como identificar mais facilmente vulnerabilidades de segurança e experiência dos usuários do produto final.

Estou falando de MVS, o serviço mínimo viável. Termo que descobri no livro Service Startup, do brasileiro Tenny Pinheiro. O conceito é simples e deveria ser integrado a empresas que buscam realizar seus MVPs com certo sucesso, nele você humaniza o que quer ofertar ao usuário, antes mesmo de materializá-lo.

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Ficou estranho? Pra você o MVP era isso? Peraí que te explico.

No MVP pensamos na menor experiência possível com alguma entrega de valor para um cliente. Ou seja, já pensamos na solução, em como vamos fazer, como colocar a mão na massa, mas não pensamos necessariamente em como o cliente irá recebê-la, ou se ela de fato irá gerar algum valor para o cliente.

O MVS serve justamente para criarmos hipóteses e casos de uso a respeito do que o cliente de fato precisa, como ofertá-lo, quais outros players precisam estar junto na tomada de decisão de início do MVP e acima de tudo, se ele é de fato o serviço mínimo viável, ou seja a menor entrega de valor real pro cliente.

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O livro Service Startup dá detalhes de como conduzir o processo de MVS, que é dividido em duas grandes fases, a primeira focada em humanizar o processo, através de personas e de sua jornada, e o segundo chamado de cristalizar, onde você une todo o estudo realizado das dores da sua persona e o trás para o universo da sua empresa, mapeando os stakeholders necessários para desenvolver o projeto.

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O Livro tem os links para baixar todo o material necessário para conduzir um MVS, eu poderia deixar aqui, mas deixo o link para comprar o livro na Amazon, assim você ajuda o autor e adquire um exemplar de um excelente livro de metodologia de desenvolvimento de produto 🙂

https://www.amazon.com.br/service-startup-Tenny-Pinheiro/dp/8576088851

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