Internet das Empresas, a nova era digital?

Li um artigo curto na CIO escrito pelo Helmut Reisinger, CEO da Orange Business Services, no que ele cunha um novo termo que ainda não havia me deparado: internet das empresas.

Ele defende que em pouco tempo, uma nova era estará estabilizada no mundo corporativo, a era da internet das empresas, onde dados serão um bem precioso para tomada de decisões estratégicas, desenvolvimento de produtos e centralidade no cliente.

Segundo o IDC (International Data Corporation) 175 zettabytes de informações serão gerados anualmente até 2025. Isso é dez vezes mais do que os 16,1 zettabytes gerados em 2016 e cinco vezes mais do que o produzido em 2018. A empresa de análise prevê que as organizações criarão quase 60% desses novos dados.

Com esse verdadeiro oceano de dados, informações e insights, vislumbrar um futuro no qual a nossa vida se torne mais simples e fácil não é impossível. Imagine o que se pode fazer com dados gerados por praticamente tudo o que possuímos?

As cidades inteligentes poderão de fato sair do papel ou das prototipações e se tornarão reais. Carros autônomos terão maior possibilidade de coexistir com carros mecânicos. A ciência poderá avançar de forma exponencial, com o auxílio de inteligência artificial e o devido cruzamento com históricos médicos de pacientes no mundo inteiro, em uma velocidade que seria impossível para qualquer outro tipo de ser humano.

Para tanto precisamos garantir que esses dados terão tratamento digno dentro de suas respectivas casas, e que virão ao mundo da melhor forma possível para que possam de fato fazer a diferença.

As empresas precisarão encontrar formas de tratá-los, cada vez mais em tempo real, e disponibilizá-los tão rápido quanto, para que o mundo possa aproveitar-se das vantagens desse universo que surge aos nossos olhos.

Os dados deverão ser tratados como bem comum, como obras públicas de acesso irrestrito, as empresas precisarão cortar o cordão umbilical e entender que, para um bem maior, o compartilhamento será necessário, desta forma as empresas serão responsáveis por adquirir os dados, mas não por retê-los, o que faz sentido, uma vez que dados são gerados por pessoas, pessoas são as principais beneficiárias da utilização inteligente dos dados, nada mais justo que eles possam ser utilizados em prol da evolução da humanidade.

A internet das empresas pode não pegar como termo, mas é o futuro das coisas, é uma tendência mundial e deve ser estudada por todos aqueles que amam dados e defendem que a informação deva ser de acesso de todos, por todos, para todos.

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