Dica de Livro #001 – Sprint – O método usado no Google para testar e aplicar de Jake Kna

Livro Scrum

Ano passado, buscando entender como as maiores e melhores empresas do mercado de tecnologia se comportam e fazem a inovação acontecer no mundo, li alguns livros e artigos, entre eles o excelente “Sprint – O método usado no Google para testar e aplicar”.

O livro é escrito pelo Jake Knapp, que trabalha no Google a 10 anos, boa parte deles a frente do Google Venture, uma área da empresa que estuda e viabiliza novos modelos de negócio sendo criados por startups e que possam se tornar parte do conglomerado de empresas que é o Google.

Ele criou um modelo para avaliar os produtos dessas empresas e suas príncipais ideias em 1 semana de trabalho arduo, que ele intitula de Sprint.

Antes que você diga que ele está tentando reinventar a roda, que Sprint é usado em metodologias agéis, etc, peço que se acalme, não precisa transformar isso em problema, pois aqui a palavra Sprint não é usada para “roubar” o termo utilizado por todos os amantes de Scrum e derivados, mas sim para sintetizar o que ele busca na semana que faz o acompanhamento com a empresa que está estudando: a maior velocidade possível atingida por um grupo de profissionais chave para chegar a um objetivo.

Seria leviano da minha parte tentar resumir em alguns paragráfos o livro, pois ele é muito rico, meio romanceado demais para o meu gosto (não espere algo do nível de 50 tons de cinza, mas algumas cenas descritas antes de se repassar conhecimento de forma efetiva me davam um pouco de preguiça), mas vou tentar repassar a ideia de como é dividida a semana para execução desses Sprints.

Preparativos

Antes de começar a Sprint, Jake ressalta a importância de alguns preparativos que são importantes para o sucesso e resultado na semana.

  1. Equipe: a equipe deverá ser composta por pessoas chave que possam alinhar as necessidades atuais com o objetivo futuro a médio prazo da empresa, entendedores do negócio que tenham na ponta da língua e na alma os valores, missão e visão da companhia.

  2. Cliente: como validar uma ideia? Com amigos? Familiares? Vizinhos? Ou com quem de fato vai consumir o seu produto? Acho que a última opção, por isso é importante ter um número de pessoas que possam validar a sua ideia no final da Sprint.

  3. Local e horário: é importante que toda a equipe fique reunida e focada no período da Sprint, Jake fala que as melhores Sprints que atuou o tempo médio em sala era de aproximadamente 6 horas por dia, todas as experiências com mais e menos tempo se mostraram improdutivas.

  4. Regras: a maior regra e que não pode ser quebrada no processo é a DEDICAÇÃO, uma vez no Sprint você não pode ter outras atividades, não nas 6 horas de Sprint, nesse período seu único foca é o objetivo de entrega daquela semana, desligar os e-mails e não ir para sala com notebooks são algumas das opções / ações listadas por Jake.

Segunda-Feira: o ínicio da Sprint é utilizado para definir qual o produto ou ideia prioritária para empresa e qual o posicionamento dele nos próximos cinco anos. Nesse dia também é desenhado o mapa de experiência do usuário, e suas diversas ramificações. Ao final do dia, defini-se o que deverá ser prototipado durante a Sprint.

Terça-Feira: na terça os envolvido retornam para suas casas (ou seriam mesas?) para desenhar sua sugestão de solução, um storyboard mesmo de como eles fariam para transformar o produto naquilo que se discutiu e definiu na segunda-feira.

Quarta-Feira: aqui todos os storyboards são colocados a prova pelos outros membros da Sprint, eles ficam visivéis nas paredes e através de discussões e votações o melhor modelo é escolhido, muitas vezes durante a quarta esse modelo sofre alterações e se torna um Frankenstein, só que diferente do monstro, aqui a junção das melhores partes de desses storyboards, gerados por pesoas diferentes pode gerar um produto único e inovador com uma experiência de usuário acima das expectativas.

Quinta-Feira: todos a seus postos para montar o prótotipo do que foi definido na quarta, fica muito claro que a Sprint não pode ser considerada para desenvolvimento de coisas muito complexas, no geral ela deve ser usada para validar uma ideia, um conceito, que possa ser pensado e implementado (ou prototpado) em um dia, no caso, na quinta!

Sexta-Feira: o momento mais importante da semana, quando o cliente terá acesso ao prótotipo e aqui que os feedbacks mais importantes (de quem compra) são validados. É realizada uma prova com os potenciais clientes, por mais estranho que pareça, é muito possivel de ser feito através de parcerias, não vou detalhar muito aqui, deixo que sua curiosidade busque a fonte original para entender melhor esse ponto 🙂

Mas esse método funciona para tudo?

Na minha visão e experiência essa metodologia não se aplica a projetos mais longos, mas sim a uma PoC (Proof Of Concept), o próprio Jake fala que ao final da Sprint o trabalho de construir a solução definida e testada é iniciado, que uma semana serve como pontapé inicial para validar uma ideia, que para ser de fato implementada pode levar mais alguns meses após a Sprint.

Não existe mágica, ainda não foi criado uma ferramenta para solucionar problemas, porém dentro do possível, ferramentas e metodologias vão surgindo para agilizar parte de todo esse processo.

Se souber de algum livro que fale sobre metodologias inovadoras, fique a vontade de compartilhar comigo, estou sempre atento a essas tendências e muito me anima o assunto!

Espero que tenha gostado do texto, até uma próxima.

#agile #gestão #gestãofácil #scrum

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