A Economia da Experiência – O Brasil não está preparado para ela.

O artigo mais precioso atualmente, na minha humilde opinião, é o tempo.

O mundo acontece em nossas mãos, as possibilidades se abrem a cada instante, e piscar pode fazer com que a gente perca uma grande oportunidade, de negócio, carreira, relacionamento.

giphy

Pode não ser visível, ou perceptível a todos, mas a sociedade apresenta sinais de que compreende a importância do tempo, e empresas que focam na economia e otimização do mesmo passam a se destacar na multidão, através das experiências que proporciona aos seus clientes.

Durante muitos e muitos anos falava-se de jornada, processo, passo a passo, roteiro… tudo para retratar a relação do cliente com a companhia, porém nos tempos atuais, com o advento da internet e a presença da informação disponível nas mãos das pessoas, a necessidade de um contato que permeie o dia a dia sem linearidade se tornou necessário.

giphy (2)

Ninguém quer perder tempo fazendo cadastros em mil e um lugares, repassando seus dados para cada site de compras que acessa, ter que informar os dados do seu cartão de crédito a cada compra online que faz, não, as pessoas querem uma experiência 360º, querem ser compreendidas, vistas e não se importam que as empresas possuam e compartilhem seus dados (desde que aprovem isso) para gerar comodidade e otimização do tempo.

E por mais que pareça novo o conceito foi criado em 1999 pelos especialistas em mercados Joseph Pine e James Gilmore, que já defendiam naquela época que as pessoas buscavam cada vez mais uma experiência ao invés de simplesmente adquirir um novo produto.

200

Empresas como Amazon, Facebook, Apple e Disney fazem com primor esse tipo de trabalho, quantas vezes adquirir um produto deles não faz com que você, internamente, se sinta extremamente reconhecido? Quantas vezes após uma nova compra em um desses gigantes você não se sente único, como se determinado produto ou serviço fosse de fato feito e pensado para você, para atender suas necessidades?

A grande questão que eu ainda vejo nas empresas brasileiras é a falta de criatividade, é o trabalho enviesado de criação, muitas vezes, em conversas com amigos, percebo que as empresas utilizam metodologias atuais para tentar inovar e acabam chegando no lugar comum, em uma jornada do cliente, em uma correção de fluxo ou processo, em um momento de tentar corrigir erros do passado.

giphy (1)

Enquanto isso, empresas menores tentam criar exatamente o que o mercado busca, trazer autenticidade para a compra, mostrando benefícios do produto ou serviço, oferecendo um atendimento impecável e tratando o cliente como um visitante único (e importante) no seu site, porém, a falta de um nome forte e histórico faz com que muitas dessas empresas morram na praia.

Acredito que em algum momento as grandes empresas do mercado irão conseguir corrigir o curso de seu planejamento, e encontre uma maneira de se tornar onipresente na vida de seus clientes.

Mas até que isso aconteça, vejo falhas grandes, custosas e marcantes, mas repletas de oportunidades de crescimento e desenvolvimento para as companhias.

Um pulinho no futuro

source

Para mim, uma experiência única seria poder ser reconhecido de forma integrada em qualquer lugar que eu vá, simplesmente apresentando meu celular, digital ou face (por que não?) e que os lugares, conhecendo minhas características, possa me fazer ofertas e sugestões contextualizadas em todos os aspectos da minha vida.

Já pensou ir em um barzinho e o garçom te chamar pelo nome, sugerir um prato que esteja dentro da sua dieta e uma bebida que você adora e que combine com ela?

Já imaginou um app de namoro que verifica quem está pertinho de você e tem match que vá além da aparência e te indique que um relacionamento entre você e ela (ou ele) pode ter xxx% de chance de dar certo?

Que tal ir ao mercado e já ter a rota de todos os produtos que precisa comprar e algumas sugestões de outros produtos que possa conhecer e gostar?

Pensa nesse futuro com carinho, ele é possível hoje, basta a gente investir e lutar por ele, esqueça o As Is, vamos criar um To Be realmente novo e sem históricos.

giphy
1 visualização0 comentário

Posts recentes

Ver tudo