5 ensinamentos que “Viva – A vida é uma festa” nos traz sobre carreira


Viva

Faz uma semana que o filme “Viva – A vida é uma festa” estreou no Brasil, e fui conferir a atração ontem após o trabalho.

Como todas as obras da Pixar, toda a qualidade gráfica está ali, é incrível como a empresa se supera a cada produção, a feição e detalhes de Mamá Coco, uma das personagens do filme, é surpreendente. A arte utilizada para criar as pontes que ligam os dois mundos também, a idéia de utilizar as famosas caveiras mexicanas para dar vida aos mortos é mais do que acertada e traz uma vivacidade sem igual àqueles que já partiram.

Não vou falar muito sobre detalhes da trama, prefiro que você assista a obra, que tem um roteiro marcado por personagens cativantes e repletos de camadas profundas, mas que não foge muito da fórmula de filmes do estúdio, não reservando nenhuma grande surpresa até o final da película.

O que mais amo nos filmes da Pixar é a maturidade com que eles trazem assuntos tensos e polêmicos a tona, de forma simples e fascinante. Desta vez o assunto vida e morte está nos holofotes de forma que nos faz pensar muito sobre o atual momento de nossas vidas, abrindo margem para reflexões sobre quem somos, por que e nossos destinos, além de nos lembrar que independente da vida que tivemos um dia ela se vai e o que sobra?

E são essas reflexões que compartilho com você agora em cinco ensinamentos que o filme me passou nas entrelinhas.

1 – Agarre sua oportunidade

Muitas vezes ouço companheiros de trabalho reclamando de oportunidades, ou da falta delas. As pessoas constantemente falam de seus chefes, que não as reconhecem, que não as entendem, que as poda…

Eu confesso, já fui assim. Mas as coisas começaram a mudar quando eu deixei de lado essa visão pessimista, parei de me fazer de vítima e colocar meus superiores como os vilões da sua vida.

Mas sabe o que é engraçado nisso tudo? Quando você muda de empresa, área, cliente, projeto… As coisas continuam iguais e você sempre tem um “vilão” da vez, como se sua vida fosse uma série de TV onde cada temporada alguém quer acabar com você.

Para mim tudo mudou quando eu, ao perceber isso, mudei meu mindset, e passei a analisar melhor minhas atitudes e postura, deixei de reclamar e passei a agir, em pouco tempo  as oportunidades nunca dadas foram criadas e eu passei a ter um posicionamento mais relevante nos projetos que me envolvi.

Isso acontece no filme, um dos personagens cria (de forma meio dúbia, concordo) suas próprias oportunidades e conquista o sucesso.

2 – Não puxe o tapete de ninguém

É instintivo do ser humano se defender em situações de ameaça, é instintivo de qualquer ser vivo… O problema é quando criamos uma mentalidade de “defesa” constante, no qual todas as nossas ações são, no nosso subconsciente, um ataque, que podemos chamar de “puxar o tapete”.

Quando puxamos o tapete de alguém estamos na verdade assumindo uma posição de medo e receio, estamos nos prendendo a grilhões que são, em sua essência, as nossas próprias limitações. Ao puxar o tapete de alguém deixamos de fazer uma rica viagem a nosso interior em busca do autoconhecimento e de quebra da identificação de pontos a melhorar que poderiam simplesmente nos diferenciar das demais pessoas, e passamos a viver com medo: medo de sermos desmascarados, de que façam conosco o que fizemos com o próximo, de que o próximo tapete a ser puxado seja o seu.

3 – Respeite a sua base… Mas nunca permita que ela te diga o que fazer

Ter uma base sólida é muito importante para todo ser humano. Não me refiro exclusivamente a família, mas a qualquer pessoas que tenhamos elegido para nos acompanhar pela jornada da nossa vida. Mais importante que ter uma base é saber como utilizá-la da melhor forma. Até onde a opinião dessa base pode e deve afetar suas decisões de vida e até que ponto seus conselhos são descartáveis ou valiosos.

Ponderar o poder dado a essa base é essencial. No filme o protagonista tem uma base muito forte e presente, o problema é que são fortes e presentes demais, querendo entre outras coisas definir o que ele faria de seu destino.

Uma das coisas mais importantes que entendi na minha vida é que o meu destino só pertence a mim e qualquer decisão a ser tomada não deve vir de uma decisão coletiva, mas sim das minhas próprias decisões.

A base é importante para apoiar, incentivar e pontualmente, quando solicitado, se solicitado, dar conselhos e direcionamentos.

4 – Identifique seu talento e trilhe o caminho para ser o melhor nele

O grande dilema do protagonista é seguir o seu talento ou a tradição da familia.

Eu já passei grande parte da minha vida buscando objetivos que não tinham nada a ver comigo ou com o futuro que eu desejava. Já tentei inúmeras vezes fazer coisas para as quais eu não tinha a mínima aptidão.

Me conhecer foi a chave para focar naquilo que era importante para o meu desenvolvimento: minhas qualidades.

A partir do momento que eu investi naquilo que eu sou bom, me tornei diferenciado, pois passei a ser referência, quando se, estivesse buscando aprender coisas que não tem match com as minhas características, talvez estivesse até hoje sendo um profissional mediano, sem críticas, o mediano é bom, mas se eu posso me superar, por que não fazê-lo?

5 – Morremos duas vezes: quando a vida se esvai do corpo e quando somos esquecidos. Qual o legado que você está deixando para evitar a segunda morte?

O filme trata a morte de forma sublime, onde continuamos existindo desde que sejamos.lembrados… Na vida profissional o mesmo acontece, existimos desde que se lembrem de nós, mas como deixar a nossa marca e sempre sermos lembrados pelas pessoas com quem trabalhamos.

No começo da carreira eu tinha muita dificuldade disso, nada mais natural, pouca experiência somada a pressa em crescer, tinham como resultado um profissional adequado para o seu nível de carreira, nada além disso.

Com o tempo os ensinamentos acima fizeram com que me tornasse alguém especial e memorável, não que eu seja um ser magnífico acima de todos, mas sempre sou lembrado por algo que fiz no passado, e muitas vezes sou usado como exemplo ou materiais que gerei são usados como exemplo, para projetos atuais.

Isso é possível pois me direciono sempre pela minha maior qualidade: analisar dados e apresentar informações pensando em automações que solucionem problemas rotineiros.

Eu investi em conhecimento, ao invés de tentar me “defender” das pessoas as trouxe para perto de mim, passei a identificar pontos de melhoria no quesito suporte a informações gerenciais, conquistando assim as oportunidades que sempre quis, e por último, mas não menos importante, criei uma base de amigos que são verdadeiros guias, que me suportam e guiam por todas as decisões que tenho tomado nos últimos anos.

Isso foi o que extraí de mais importante no filme, além é claro das memoráveis imagens e músicas dele.

Espero que tenha gostado do texto! Se já assistiu o filme e discorda de algo por favor, compartilhe comigo, se ainda não viu aconselho que corra ao cinema e curta “Viva – A Vida é Uma Festa”, mais um trabalho lindo da Pixar para o mundo (dos vivos e dos mortos, por mais que isso seja estranho de se dizer).

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